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Gracindo Jr. participou da inauguração da Globo, atuou com o pai e dirigiu ‘Os Trapalhões’

Gracindo Jr. Acervo/ TV Globo O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira (1º) em casa, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgad...

Gracindo Jr. participou da inauguração da Globo, atuou com o pai e dirigiu ‘Os Trapalhões’
Gracindo Jr. participou da inauguração da Globo, atuou com o pai e dirigiu ‘Os Trapalhões’ (Foto: Reprodução)

Gracindo Jr. Acervo/ TV Globo O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira (1º) em casa, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Ele tinha 83 anos e mais de 50 anos dedicados à arte no teatro, TV, rádio e cinema. A informação foi confirmada pelo filho, Pedro Gracindo. Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, Gracindo Jr. participou da inauguração da TV Globo, em 1965. Ele atuou em novelas e programas que fizeram história e era filho de outro ator consagrado, Paulo Gracindo. O artista participou da inauguração da Globo, em 1965, e integrou o elenco de uma das primeiras novelas da emissora, “Rosinha do Sobrado”. Ao longo da carreira, também trabalhou como diretor e esteve em produções como “O Casarão”, “O Salvador da Pátria”, “Celebridade” e “Rei Davi”. Início no rádio e no teatro Agora no g1 Aos 15 anos, em 1959, Gracindo Jr. fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde seu pai vivia o auge da carreira. Na emissora, atuou como ator, redator e disc-jóquei. Ele chegou a cursar Psicologia, mas não exerceu a profissão. Paralelamente ao rádio, iniciou a carreira no teatro. Em 1961, participou da montagem de A Escada, de Oswald de Andrade, ao lado de Rubens Corrêa e Ivan Albuquerque. Durante a ditadura militar, Gracindo Jr., que era militante do Partido Comunista, foi cassado em 1964 junto com outros artistas, entre eles Dias Gomes e Mário Lago. A medida o impediu de trabalhar no rádio. Na época, ele já havia passado por emissoras como TV Rio, TV Excelsior e TV Tupi. Chegada à Globo Gracindo Jr. fazia parte do primeiro elenco da Globo. Em entrevista ao Memória Globo, afirmou que já estava contratado antes mesmo da inauguração da emissora. Nos primeiros anos do canal, participou de novelas como Rosinha do Sobrado (1965), Padre Tião (1966), A Rainha Louca (1967), A Próxima Atração (1970), Os Ossos do Barão (1973) e Supermanoela (1974). Em Os Ossos do Barão, voltou a contracenar com o pai. Os dois também trabalharam juntos em O Bem-Amado, novela de Dias Gomes. A relação profissional entre pai e filho marcou a trajetória dos dois. Em 1976, na novela O Casarão, Gracindo Jr. interpretou o jovem João Maciel, enquanto Paulo Gracindo viveu o mesmo personagem em uma fase mais velha da história. Sucesso em 'O Casarão' O Casarão, exibida em 1976, foi um dos trabalhos mais marcantes da carreira de Gracindo Jr. A trama, escrita por Lauro César Muniz, acompanhava diferentes períodos da história de uma família. Na novela, Gracindo Jr. interpretou o pintor João Maciel e contracenou com Sandra Barsotti. O personagem também era vivido por Paulo Gracindo na fase mais avançada da trama. No mesmo ano, Gracindo Jr. estreou como diretor de teatro com A Longa Noite de Cristal, de Oduvaldo Vianna Filho. Carreira como diretor Depois de uma temporada em Portugal, onde dirigiu a peça É, de Millôr Fernandes, Gracindo Jr. voltou ao Brasil e assumiu, em 1978, a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo. No ano seguinte, dirigiu as novelas Memórias de Amor e Marron-Glacé. Também passou por programas de variedades e humor da emissora. Em 1983, assumiu a direção de Os Trapalhões. No início da década, também participou da produção dos primeiros videoclipes musicais exibidos pelo Fantástico. Manchete e novos trabalhos na Globo Em 1984, Gracindo Jr. foi para a TV Manchete. Um de seus primeiros trabalhos na emissora foi a novela A Marquesa de Santos, na qual interpretou Dom Pedro I e formou par romântico com Maitê Proença. Os dois voltaram a contracenar em Dona Beija, de 1986, novela que teve grande repercussão. Na Globo, Gracindo Jr. participou de produções como Tenda dos Milagres, Mandala, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata, Gente Fina, Deus nos Acuda, Explode Coração, Anjo de Mim e Esplendor. Em Explode Coração, além de atuar, assumiu posteriormente a direção das cenas do núcleo dos ciganos. Em 2003, participou de Celebridade, de Gilberto Braga, como Ubaldo Quintela. O personagem havia passado 15 anos preso pelo assassinato do noivo de Maria Clara Diniz, interpretada por Malu Mader. Cinema No cinema, Gracindo Jr. também acumulou trabalhos ao longo das décadas. Entre os filmes de sua carreira estão Os Homens que eu Tive (1973), Os Trapalhões na Serra Pelada (1982), O Trapalhão na Arca de Noé (1983), Floresta das Esmeraldas (1985), Desterro (1991), A Hora Marcada (2000), Bufo e Spallanzani (2001), A Selva (2004), Primo Basílio (2006) e Segurança Nacional (2010).